"A Tribuna", o jornal mais representativo e de maior circulação da nossa região, atualmente um dos 7 jornais, em atividade, mais antigos do País, foi criado pelo maranhense Olímpio Lima, em 26 de março de 1894, com o nome de "A Tribuna do Povo". Em sua primeira fase, instalado numa velha casa da Rua Visconde de São Leopoldo, circulava duas vezes por semana e se sustentava com a venda avulsa.


Dois anos depois, era um jornal diário, cuja sede foi transferida para o prédio 99 da Rua do Rosário (atual Rua João Pessoa). Em 1907, com a morte de seu diretor, Olímpio Lima, o jornal foi adquirido pelo cearense Manuel Nascimento Júnior. Em 1912, já rebatizada de A Tribuna, o jornal era produzido mecanicamente pela rotativa Albert e em linotipos (equipamento de composição automática) era o início do processo de modernização permanente do jornal.


Em prédio próprio, situado na Rua General Câmara, 90, A Tribuna estava equipada com máquinas de composição automática e a rotativa Man, comprada para produzir um jornal de 40 páginas. Neste período, Giusfredo Santini atuava como superintendente da empresa.


Nascimento Jr. Administrou A Tribuna durante 50 anos. Com seu falecimento, em 29 de maio de 1959, a direção do jornal passou para as Mãos de Giusfredo Santini, e seu filho, Roberto Mário Santini assumiu como superintendente, função que exerceu até novembro de 1990.


Com a mote de Giusfredo Santini, em 20 de novembro de 1990, Roberto Mario Santini tornou-se presidente do Grupo A Tribuna, permanecendo no cargo até o seu falecimento, em 2 de janeiro de 2007, época em que a empresa era um complexo de comunicação.


NOVA FASE

O processo de modernização começou na década de 50. Em 1954, com Giusfredo Santini e Roberto Mario Santini na administração da empresa, iniciou uma nova fase: a aquisição da rotativa alemã Koening-Bauer, com capacidade para imprimir 20 mil jornais de 64 páginas em uma hora.


Acompanhando as tendências tecnológicas dos anos 70, o jornal intensificou a utilização da informática em sua produção, criando os sistemas de fotocomposição e fotomecânica, aliados a modernos computadores.


Em 1989, foi encomendada, nos Estados Unidos, a rotativa Goss Urbanit,com o avançado sistema off-set e capacidade para imprimir45 mil jornais por hora, em diversos cadernos. A nova máquina foi inaugurada juntamente com o parque gráfico, em 6 de novembro de 1991. A redação Giusfredo Santini funcionava no segundo andar do prédio da Rua João Pessoa, 129. Em julho de 1995, foi inaugurada outra redação, no terceiro andar do edifício, denominada Roberto Mario Santini, em homenagem ao diretor-presidente. Equipada, a nova redação recebeu a mais moderna tecnologia utilizada nos maiores jornais do Brasil e do exterior. Em 1996, um novo projeto gráfico e editorial foi colocado em prática, adaptado às novas exigências dos leitores. E, assim, sucessivamente, reformas gráficas e editoriais se tornaram frequentes, num constante aperfeiçoamento e modernização, para qualificar ainda mais o jornal centenário.


A versão eletrônica de A Tribuna veio em 2007, onde, hoje, é possível acessar diariamente a edição do jornal impresso, incluindo o AT Revista (2004), suplementos e anúncios. Ao longo de sua trajetória, o jornal cresceu e evolui para o Sistema a Tribuna de Comunicação (SAT), que inclui a TV Tribuna (1992, afilidada Rede Globo), rádio A Tribuna FM (1981), jornais Primeiramão Santos (1990) e Campinas (1998), A Tribuna Digital (1994), Expresso Popular (2001) e o Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT 2005 ).


Os cargos diretivos do jornal são ocupados por Marcos Clemente Santini, diretor-presidente; Roberto Clemente Santini, diretor-vice-presidente; Renata Santini Cypriano, diretora de Marketing e Flavia Clemente Santini, diretora de Circulação.


A administração de A Tribuna conta ainda com: Paulo Naef, Diretor-Superintendente; Arminda Augusto, editor-chefe; Marcio Delfim Leite Soares, gerente comercial de Marketing e Marco Antônio da Costa, gerente industrial.